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Saiba como surgiu o conceito de governance, risk & compliance e sua evolução histórica

A sigla GRC refere-se ao conceito de Governance, Risk & Compliance. Governança define quem decide o que, como e quando, riscos consiste nas possíveis análises que representam ameaças as metas da empresas e compliance do inglês to comply, remete ao monitoramento constante interno, com a finalidade de garantir que a empresa esteja atuando de acordo com as suas próprias regras.


Trata-se, portanto, de uma série de medidas adotadas pelas empresas com o intuito de reduzir ameaças, principalmente em períodos de instabilidade. Além disso, são práticas que podem auxiliar também na prevenção de fraudes, quando encontrado alguma irregularidade dentro da organização.


Vale ressaltar que tanto a governança como o compliance reúnem um conjunto de normas de conduta e ética sobre comportamento dentro das organizações. No que se refere a conformidade com as normas, originárias de fontes externas, como legislações, contratos e políticas, estar em conformidade não é uma opção e sim uma obrigatoriedade.


O não cumprimento com as regras, podem ocasionar em multas, ações legais e até mesmo na perda de contratados e revogação de licenças.


Mesmo apresentando diferenças, a governança e o compliance, são processos complementares. Enquanto os riscos, devem ser identificados e controlados para que possam modular os comportamentos das organizações e normalmente são compartilhados.


Continue acompanhando o artigo para entender melhor esses conceitos e como evoluíram ao longo da história.


O surgimento e evolução da governança corporativa


A governança corporativa pode ser considerada um mecanismo cujo objetivo é proporcionar mais transparência, cumprimento com as normas e responsabilidade aos administradores de empresas e aos seus acionistas.


No Brasil, a governança corporativa vem evoluindo principalmente, no que se refere a relação entre os administradores e acionistas, e vem se tornado uma tendência que segue os modelos adotados nos Estados Unidos, em que os primeiros conflitos entre a direção e os acionistas das empresas tiveram início por volta dos anos 80.


Os anos de 1990, foram marcados por uma série de escândalos contábeis que motivaram discussões entre acadêmicos, legisladores e investidores, que estavam em busca de uma solução para reverter a situação. Em 92, na Inglaterra o Relatório Cadbury foi divulgado, e foi considerado o primeiro código de boas práticas de governança corporativa.


O conceito de governança corporativa teve início nos EUA e o advogado Robert Monks foi o maior defensor dos princípios de gestão e boa governança. A figura de Monks foi de grande importância, sendo um dos principais divulgadores e defensores das práticas de governança corporativa, nas empresas norte-americanas.


Foi no início dos anos 2000, que no Brasil foram introduzidas novas mudanças, a partir da Lei nº 10.303 cujo intuito era favorecer a transparência e a dispersão dos acionistas no mercado de capitais, um fator que estava vinculada diretamente às novas prática de governança corporativa que estavam se desenvolvendo no país e no mundo.


As medidas estabelecidas pela Lei nº 10.303 foram adotadas pelos órgãos reguladores, como Bovespa, CVM e Banco Central do Brasil e foi um marco importante no avanço das práticas de governança no Brasil, especialmente no mercado de capitais.


Essas medidas mostraram que tanto no Brasil, como internacionalmente, os investidores demonstraram mais interesse em empresas cujos níveis de governança eram maiores, pois representavam um menor risco para o capital.


O IBGC no Brasil, tem papel importante para assegurar que as boas práticas da governança corporativa sejam seguidas pelas empresas. O Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, teve diversas edições reforçando temas como sustentabilidade, corrupção, fraudes, abusos de poder e o ambiente complexo que muitas empresas criaram para estabelecer relações com os seus vários públicos.


Nos últimos anos, o conceito de governança corporativa dominou as páginas e noticiários, ganhando repercussão tanto para as organizações privadas, como as do setor público. Principalmente, em denúncias de corrupção que envolveram a Operação Lava Jato no Brasil.


Agora que você sabe tudo sobre o conceito de governança, que tal aprender sobre o conceito de riscos?


Qual a importância do conceito de riscos e como surgiu?


Quando falamos em riscos no ambiente corporativo, nos referimos a uma série de eventos capazes de afetar de forma positiva ou negativa, uma empresa, podendo interferir inclusive para que ela alcance seus objetivos.


Um dos tipos mais comuns de riscos, é o de conduta que refere-se ao fato de uma organização tomar suas decisões ou se comportar de modo que se coloque de frente aos riscos, assumindo as consequências desta ação, sejam positivas ou negativas.


Atualmente existem muitos fatores que podem colocar as empresas em zona de riscos, como as conjunturas internacionais, instabilidade econômica e até mesmo questões de cunho político que podem influenciar no bom desempenho das organizações.


A gestão de riscos surgiu com o intuito de ajudar as empresas a detectar, entender e gerenciar seus riscos e oportunidades, podendo assim, aumentar as suas chances de alcançar seus objetivos.


Os primeiros relatos sobre a gestão de riscos foram em 1996, quando Peter Bernstein publicou o livro Against the Gods - The Remarkable history of risks, que em português significa Contra os Deuses - A memorável história sobre riscos, que ganhou repercussão, pela sua confiança em modelos quantitativos de gerenciamento de riscos.


Entretanto, os modelos de estruturas de gerenciamento de riscos corporativos (enterprise risk management - ERM), surgiram em 1995. Ou seja, é um conceito ainda muito recente sobre a gestão de riscos.


O conceito de ERM passou a ganhar notoriedade por volta dos anos 2000, depois da publicação de James Lam da GE Capital, que acreditava se tratar do primeiro CRO (Chief Risk Officer).


Segundo Lam, o ERM seria um modelo de gestão integrada de riscos de negócio, operações, financeiro e transparência, usado para aumentar o valor do acionista da empresa.


Ou seja, seu conceito de ERM, é que o gerenciamento de riscos pode ajudar uma empresa a alcançar seus objetivos, criando uma estrutura que permita que tenha uma visão única de todos os riscos e gerenciá-los de forma consistente em todos os departamentos da empresa.


No Brasil, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) elaborou um trabalho publicado em 2017, que identifica o nível de maturidade das empresas avaliando seu gerenciamento de riscos, a fim de detectar quais práticas são adotadas. São temas abordados no livro: sustentabilidade, riscos cibernéticos e a importância do compliance.


Você já se familiarizou com o conceito de gerenciamento de riscos e como evolui ao longo da história, conheça sobre o conceito de compliance a seguir.


Saiba o que é compliance e quando surgiu


O compliance é uma derivação do verbo em inglês to comply, que em português significa estar em conformidade com uma regra. Esse conceito refere-se a um conjunto de medidas e procedimentos cujo intuito é prevenir, identificar e remediar situações de irregularidades, fraudes e corrupção nas empresas.


A ideia do compliance surgiu por volta da década de 20, na legislação norte-americana e foi criada pelo Banco Central dos Estados Unidos, com o objetivo de tornar o ambiente financeiro mais seguro e com maior estabilidade.


Por volta dos anos 70, nos EUA descobriram que várias empresas do setor privado e também do público estavam envolvidas em esquemas de corrupção. Com o intuito de evitar que o escândalo fosse ainda maior, foi criada a Lei Anticorrupção Transnacional, que tornou as penas para empresas envolvidas em esquemas de corrupção no exterior ainda maiores.


Também nessa época, empresas que estavam ligadas aos atos de corrupção e as que não estavam envolvidas passaram a adotar práticas de Compliance, com o objetivo de melhorar a sua imagem diante do mercado americano e internacional.


No Brasil, o conceito de compliance ganhou notoriedade por volta de 1922, ano em que o país abriu suas portas para receber empresas estrangeiras. Mas para isso, precisou adotar padrões éticos para prevenir esquemas de corrupção.


Foi apenas em 2014, que o conceito ganhou mais relevância, pois foi o ano marcado por diversos escândalos de corrupção, descoberto através da operação Lava Jato. Em 2013, já havia sido sancionada a Lei Anticorrupção, nº 12.846, que estabelece a responsabilidade da pessoa jurídica por atos contra a administração pública.


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Conclusão


Agora que chegamos ao fim deste artigo, que tal recapitularmos os principais aspectos abordados sobre GRC.


Primeiramente, apresentamos a definição da sigla GRC (Governance, Risk and Compliance), que em português significa Governança, Riscos e Compliance. Um conceito que reúne três das principais práticas corporativas, para adoção de medidas que possam identificar oportunidades e ameaças e ainda prevenir atos de corrupção das organizações.


Em seguida, aprendemos sobre a prática de governança corporativa que surgiu inicialmente nos Estados Unidos e ganhou repercussão mundial, inclusive no Brasil por volta dos anos 2000 e ganhou mais notoriedade após os escândalos de corrupção envolvidos na operação Lava Jato.


Depois falamos sobre riscos corporativos que podem ser tanto positivos como negativos e como surgiu o conceito de gestão de riscos, uma prática adotada por muitas empresas para identificar, compreender e gerenciar os riscos e oportunidades.


Também aprendemos o que é o Compliance, um conjunto de medidas e procedimentos adotados para evitar ações de fraude e corrupção. Vimos como o conceito surgiu nos EUA, tendo como objetivo garantir a estabilidade e segurança no ambiente financeiro, e que no Brasil passou-se a adotar tais práticas, quando abriu-se as portas para as empresas estrangeiras.


Por fim, vimos que se você procura por consultoria para implantar as melhores práticas de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, não pode deixar de conhecer os profissionais experientes e qualificados da TG Perícia.


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